Capital Lovers.


Uma luz no fim do túnel!
Setembro 15, 2010, 2:49 pm
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Rodarte – Spring 2011

Finalmente, uma salvação para este desastroso NYFW. Não sei vocês, mas eu estou completamente decepcionada com os desfiles… Overdose de looks brancos/off-white (não, nós não queremos passar o verão todo com cara de ano novo), looks que pareciam mais terem acabado de sair da pré história, volumes estranhos que não são NADA a cara do verão,  estampas medonhas e uma mesmice sem fim. Não que eu seja lá grande coisa pra criticar mestres como o Marc Jacobs, mas vamos lá, se eles dão a cara a tapa a gente pode falar não é mesmo?

Nunca gostei desse negócio do verão ser sinônimo de cores absurdamente chamativas (leia-se neon, laranjas, rosas e vermelhos), pra mim essa temporada tem que ter a ver com conforto e uma alegria contida, já que o drama nós deixamos pro inverno, minha estação preferida (e mesmo morando em um país que não a tem definida, qualquer resquício de chuva e frio me deixam feliz). Entre mortos e feridos, poucos se salvaram nessa edição veraneia do tão aclamado New York Fashion Week, berço de talentosos novos estilistas e veteranos que nós amamos.

Nem Alexander Wang escapou dessa onda bored, com uma coleção que mais parecia ter saído de um catálogo chato e sem graça de roupas para o ano novo. O motivo disso tudo? Nós não sabemos, mas devemos nos lembrar que por mais aclamada e amada uma coleção tenha sido na temporada passada, a seguinte pode ser um desastre, já que não há somente perfeição, inclusive na moda.

Quando se fala em verão eu penso em leveza, transparência e um conforto que não deixa a feminilidade de lado. Infelizmente foi o que eu pouco vi nos desfiles. Entre os sobreviventes Donna Karan, que não erra por sempre seguir a linha ‘glamour sem querer’ e que fez vestidos nudes leves e soltos que eu estou desejando para sobreviver no calor da capital federal. Thakoon, que mesmo tendo metade de suas peças brancas acertou em cheio ao incluir azuis belíssimos, florais extremamente delicados, transparência e até uma pitada de preto pra quebrar o clima ‘so colourful’. Tommy Hilfiger fez o que sabe melhor fazer, looks mais esportivos, mas que dessa vez pareciam ter saído diretamente do figurino de Blair Waldorf e Chuck Bass, fazendo uma versão colorida de Gossip Girl que no fundo todos nós queremos usar. Jason Wu com uma tabela de cores incrível e looks que tinham tudo que nós amamos até agora,  desde referências ‘navy’, à turbantes, xadrez, transparência e alfaiataria. E finalmente, Rodarte.

As irmãs Kate e Laura Mulleavy mostraram um verão diferente e a cara da marca, que tem o lado ‘strange’ como uma de suas características mais marcantes. Eu adorei as cores, os cortes INCRÍVEIS que não deixaram nada a desejar no quesito conforto+feminilidade, as sandálias com meias (tendência que nós já conhecemos e amamos) e as estampas que em muitos looks foram sobrepostas. Eu achei tudo muito Rodarte, já que de cara não dá pra negar que é obra da marca e por outro lado achei diferente de tudo que foi proposto até agora nessa temporada. A leveza foi deixada um pouco de lado com tecidos mais ‘grosseiros’, dando lugar ao conforto e a silhueta marcada, que eu acho fundamental. O xadrez e as estampas que lembravam madeira foram essenciais para dar um ar mais rústico no verão da marca. As calças com cós altíssimos e barras mais curtas deram um ar ‘retrô moderno e cute’… Enfim, eu amei essa coleção. No final das contas acho que realmente foi a que eu mais gostei, porque trouxe criatividade e fugiu do verão tradicional e chamativo que nós já conhecemos e estamos cansados de ver. É isso.

Rodarte is love.

(Fotos: FFW)



Viktor & Rolf e sua conceitualidade
Julho 12, 2010, 8:16 pm
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Quem não se lembra dos tules coloridos picotados e dos trench-coats formando as palavras ‘DREAM’ e ‘NO’?

Pois é, essas são obras dos holandeses Viktor Horsting e Rolf Snoeren, fundadores da maison Viktor & Rolf, que hoje são estilistas renomados e exemplificam muito bem a moda conceitual atual.

Pra entendermos melhor, vou resumir o significado de moda conceitual, que nada mais é do que um ritual de contemplação e expressão da liberdade criativa. Ou seja, o estilista foge de padrões comerciais e passa a pensar em suas peças como verdadeiras obras de arte, que podem ter algum conceito e significado, ou podem ser apenas resultado de suas imaginações.

Existem vários grandes nomes da moda conceitual, como Gareth Pugh, Hussein Chalaian, John Galliano e no Brasil Jum Nakao, que representam e alimentam muito bem esse tipo de criação.

O diferencial desses estilistas para a maison Viktor & Rolf é a capacidade que essa dupla de holandeses tem em conseguir equilibrar o conceitual e o comercial (usável) em suas coleções. Em praticamente todas as temporadas femininas da marca, eles conseguiram equilibrar muito bem esses dois tipos de criação sem perder o ar de ‘conceitualidade’, algo que eu não vejo como negativo, mas sim como um grande feito no mundo da moda.

Facilmente podemos identificar um desfile da maison holandesa, que usa de recursos únicos e inovadores a cada temporada e consegue exemplificar o poder da moda e arte aliadas.

Fall 2010 – Ready-to-wear

Spring 2010 – Ready-to-wear

Spring 2009 – Ready-to-wear

Fall 2008 – Ready-to-wear

Fall 2007 – Ready-to-wear

Fall 2005 – Ready-to-wear

(Fotos: Style.com)



Decotón!
Junho 6, 2010, 8:50 pm
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Todo mundo sabe que existem vários tipos de decotes: quadrado, assimétrico, canoa, coração, ombro a ombro…  E entre esses vários decotes existe o ‘decote profundo’, que é nada mais do que aquele decote longo em V, que pode ser usado tanto na parte dos seios, quanto nas costas.

Hoje, eu vou falar dele usado na parte dos seios, que eu particularmente acho lindo, mas que é um decote difícil, pois muitas mulheres não sabem a maneira certa de usá-lo, adequando ao seu corpo e estilo.

Pra começar, devemos nos atentar a algumas dicas MUITO preciosas sobre o uso do mega decote:

1º: Respeite o seu corpo. Se você tem seios grandes, um decote desses pode ficar BEM vulgar;

2º: Mostra aqui, tapa ali. É questão de bom senso e de opção própria;

3º: Todo cuidado é pouco pra não pagar peitinho. (Fita dupla face é bem vinda! haha)

Seguindo essas dicas, se você acha que o seu tipo de corpo se adequa a esse decote, é hora de aproveitar!

Agora, as inpirações:

Donna Karan – Resort 2011:

Yves Saint Laurent – Resort 2011:

A.F. Vandevorst –  Fall 2010:

ADAM – Fall 2010:

Marchesa – Fall 2010:

Andrew GN – Fall 2010:

Balmain – Fall 2010:

Emilio Pucci – Fall 2010:

Chanel – Fall 2009:

Giorgio Armani – Spring 2010:

(Fotos: Style.com)



Paris Haute Couture – Givenchy Spring/Summer 2010
Janeiro 27, 2010, 10:15 pm
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Lindezas né?



The Day Before – Jean Paul Gaultier
Janeiro 18, 2010, 3:37 pm
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Ontem fui ao CCBB assistir a mostra Filme Fashion, de documentários de moda. Assisti em especial o ‘The Day Before – Jean Paul Gaultier’, um documentário de mais ou menos 1 hora mostrando os bastidores do desfile de Haute Couture (alta costura) de inverno  do Gaultier em Paris,  no ano passado, que foi inspirado nas divas do cinema.

Pra quem não sabe, essas roupas de ‘alta costura’ são TODAS feitas a mão, e são aquelas roupas que você não vai ver em qualquer fashion week, são modelos exclusivos, MUITO caros e pra clientes super selecionados (e ricos, claro haha).

No maison do Gaultier, em Paris, tem uma equipe responsável por cada peça do desfile, e é legal porque existem divisões específicas  dentro do prédio para bordados, crochês, plumas, etc. São muitos profissionais trabalhando pro desfile acontecer.

Enfim, o documentário é maravilhoso, mostra quase todo o processo de criação de cada peça do desfile, o sofrimento recompensado das costureiras, trabalhando dia e noite (alguns vestidos só ficam prontos minutos antes das modelos entrarem no desfile) ,  e a super criatividade do Gaultier. É fascinante!

Vou colocar alguns dos meus modelos favoritos aqui, e algumas curiosidades sobre eles que eu vi no documentário.

Lara Stone de Bardot


Vestido de crocodilo que foi montado como um quebra cabeças, pedacinho por pedacinho grudados com crochê.

Patricia Schmid de Louise Brooks (fofa!)

Esse vestido, inspirado na Marilyn, pesava cerca de 6 quilos! E ainda tiveram que alongar ele, porque a modelo era muito alta.

Esse vestido, inspirado na Marilyn, foi todo bordado com contas de metal e pesava cerca de 6 quilos. As costureiras ainda tiveram que alongá-lo, porque a modelo era muito alta.

Esse foi um dos vestidos mais difíceis de lidar, ele é todo bordado de lantejoulas e teve que ser desmanchado várias vezes. Na véspera do desfile algumas lantejoulas começaram a cair, e as costureiras ficaram desesperadas costurando tudo de novo. Ele ficou pronto minutos antes do desfile.

O 'vestido de noiva', que fechou o desfile, também foi um dos mais problemáticos e mais refeito da coleção. Eles não conseguiam equilibrar esse véu na cabeça da modelo, e a modelo também não conseguia enxergar quase nada por causa das imagens que estavam sendo mostradas no véu dela.



Marilyn Dresses
Outubro 15, 2009, 1:38 am
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Estava futricando no Style.com hoje e achei isso… E eu, que sou muito suspeita pra falar de coisas da Marilyn (coleciono!) não acreditei que  não tinha visto essa coleção do Dolce &  Gabbana.

Tudo muito lindo!  Quero muuuuuito!

Dolce & Gabbana – Fall 2009 – Ready To Wear Milan Fashion Week – March 2009

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marilyn dresses

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