Capital Lovers.


Moda pra Realidade
Maio 29, 2010, 9:09 pm
Filed under: Uncategorized | Etiquetas: , , ,

Fazendo um trabalho pra faculdade, um projeto de marketing de uma revista de moda inspirado aqui no blog, parei pra pensar em algumas coisinhas… E a que mais me chamou a atenção foi: AS PESSOAS QUEREM MODA PRA REALIDADE, para as SUAS REALIDADES.

Ok, é claro que moda tem a ver com a mistura de sonho com essa tal realidade, mas muitas revistas não entenderam isso ainda. Folheando a Elle desse mês, em sua edição de aniversário (que está maravilhosa por sinal), confirmei a minha teoria. Muita coisa linda, muitos editoriais lindos, mas faltou um pouco do cotidiano da mulher brasileira (e não podemos justificar isso pela revista ser de uma marca internacional).

É claro que todas nós enxemos os olhos de um brilho sobrenatural quando vemos aquela ankle boot Emporio Armani maravilhosa (pág. 68) ou a história de Christian Louboutin e os seus magníficos sapatos de  sola vermelha (pág. 170). Mas creio eu, que as revistas de moda tenham que ser muito mais do que isso, além de atiçar os nossos desejos, elas devem nos proporcionar opções para matar essas vontades fashionistas de forma mais democrática porque afinal, não é todo mundo que lê a Elle que tem R$2770,00 sobrando pra dar em uma ankle boot, por mais maravilhosa ela que seja.

O que falta na verdade, é essa tal sintonia entre sonho e realidade, que eu pouco vejo na maioria das revistas aqui no Brasil. Esses meios não devem mostrar pras suas leitoras, que pra ter estilo e se vestir bem é preciso ter dinheiro, eles devem mostrar que por mais que todas nós queremos uma Birkin, existem outras bolsas maravilhosas por preços bem mais acessíveis.

Do que adianta mostrar o guarda roupa de uma arquiteta brasileira que vive em Nova York e que compra tudo por lá? (pág. 78) Qual vai ser a lição disso tudo para todas nós? Nós realmente precisamos ir pra NY pra ter um guarda roupa tão maravilhoso quanto o dela?

Não é pecado desejar um Louboutinzinho, mas também não é justo se escravizar por esses desejos.

Advertisements

6 comentários so far
Deixe um comentário

moda é mostrar na roupa o que pensamos. quem não pode pode pagar caro em uma roupa cara, tem os departamentos que às vezes até possuem mais qualidade que certas marcas.
=*

Comentar por refletindo moda

Super concordo. O resultado disso é um montão de leitoras frustradas com a sua própria vida. Triste.

Comentar por não me mande flores

é por isso que eu gosto (na maioria das vezes) da gloss e da criativa, que podem até não ter a qualidade da vogue br e da elle na questão de editoriais, mas que são muito mais realistas. ok, a elle e a vogue são ótimas e lindas, mas acho que às vezes chegam a ser quase prepotentes. dá pra entender? apesar de mostrarem coisas lindas, essas mesmas coisas chegam a ser absurdas e inacessíveis para pelo menos 90% dos leitores da revista, acho eu. se ao menos mixassem nos editoriais coisas de sonho e coisas de realidade… mas nem isso.

Comentar por aline b

Mas sabe o que é o mais legal? Nós brasileiras, blogueiras, estudantes ou seja o quer for, já nos demos conta disso! Tanto é que a moda sustentável e a moda barata está na moda! E as marcas também nos ajudam né? Schutz e arezzo estão aí com réplicas maravilhosas. Apesar de boa parte das pessoas serem contra cópias, são clientes fiéis dessas lojas.
Mas acho que o mais triste na moda brasileira mesmo é essa mania de trazer moda de fora. Voce só está bem vestida e atual se estiver a cópia de uma Inglesa ou francesa. E sim, eu sei que é inevitável se apaixonar por moda made in Europa. Por isso vamos lutar para os estilistas regionais e criativos terem um lugar ao sol.
Beijos

Comentar por sapatoaporter

entendo que seja frustrante para nós, meras moças trabalhadeiras que embora consumidoras – dentro de nossas possibilidades – e profundamente ligadas à moda em geral, admirar a criação do estilista X ou Y, apresentado em uma revista de alto padrão como a elle, e não poder adquirir. entretanto, discordo que a elle fruste o seu público, mas sim que se direciona o um público específico, como cada publicação deve fazer: adequar-se a seus leitores. no brasil, revistas como a própria elle e a vogue são feitas para atingir público de determinada classe, no caso, A ou A+. um padrão que, concordo, não é compatível com a realidade social brasileira em geral, que apresenta números exorbitantes de pessoas abaixo da linha da pobreza. porém, em nível jornalístico, a regra é diferente, e a tendência é que essa especificação seja cada vez maior. para outro tipo de público feminino, há revistas como a criativa, para o público jovem, a gloss, para o teen e tween, a capricho, para o masculino, a vogue homem, inúmeros exemplos de que as opções serão cada vez maiores, para evitar qualquer tipo de frustração.

Comentar por rebeca

Realmente a Vogue e a Elle tem público alvo mulheres de classe A e A+, mas creio que por serem revistas de grande nome, vistas como pioneiras e principais no ramo do mundo todo (independente da classe de seu público alvo), poderiam ser mais democráticas (o que não significa abaixar o nível ou qualidade das mesmas).
Por serem revistas renomadas, fazem com que o seu público alvo muitas vezes não seja compatível com o seu público real.
Com certeza a especificação e regionalização dessas mídias será cada vez mais alta, só espero que com isso a qualidade aumente e não diminua, como pode ser visto em alguns dos exemplos de revistas com público mais específico.
Obrigada pelo comentário 🙂 Volte sempre!

Comentar por Capital Lovers




Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s



%d bloggers like this: